FIBA diz que “reconhece esforços” da CBB, mas mantém seleção brasileira suspensa

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Após reunião, Comitê opta por seguir com a punição e promete reavaliar os fatos no próximo congresso, no dia 21 de junho. Na teoria, time nacional ainda não está fora da Copa América de agosto

Após julgar os novos fatos apresentados pela Confederação Brasileira de Basquete durante um congresso em Hong Kong nesta semana, o Comitê da Federação Internacional de Basquete (FIBA) decidiu manter a suspensão da seleção brasileira de basquete, que começou em novembro do ano passado (relembre aqui). O órgão máximo do basquete mundial estabeleceu um prazo para a CBB apresentar novos argumentos que pesem a favor do fim da punição: dia 21 de junho, quando o Comitê vai se reunir novamente.

Com isso, o Brasil segue fora de qualquer torneio internacional disputado pelo menos até o fim de julho, por questões de preparação, e a FIBA Américas terá que indicar seleções substitutas para esses campeonatos. A manutenção da pena não exclui a possibilidade de a seleção disputar a AmeriCup 2017 (Copa América), que começa no dia 25 de agosto. Com vaga garantida, o Brasil precisará reverter a punição na próxima reunião para não ser substituído no principal torneio do continente.

– O Comitê Central confirma a permanência da suspensão, mas reconhece os esforços da nova diretoria da CBB e estabelece um novo prazo para a Confederação ter a oportunidade de atualizar as informações sobre suas ações para resolver os problemas de governança, finanças e esportivos. O Comitê Executivo irá avaliar novos fatos na próxima reunião, no dia 21 de junho, quando decidirá as medidas apropriadas – explicou a FIBA em nota oficial em seu site.

  • Entenda a suspensão da CBB

Para suspender a CBB provisoriamente desde novembro, a Fiba enumerou diversos casos de falta de gestão na entidade. A mandatária do basquete mundial citou a falta de controle sobre o basquete do país, lembrando que na Copa América sub-18, em julho passado, os jogadores convocados para a seleção brasileira faziam parte de um mesmo time e tiveram seus custos pagos com recursos da Liga Nacional de Basquete.

 

Além disso, a ausência de equipes brasileiras em torneios internacionais também foi lembrada, como no Campeonato Mundial de basquete 3×3 e no Campeonato Sul-Americano sub-15. Não bastasse, a Escola de Técnicos está desde 2014 sem atividades.

As dívidas da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) com a Federação Internacional de Basquete também foram lembradas. Na carta de suspensão, a Fiba lembra que a CBB não conseguiu dividendos para pagar valores que já haviam sido renegociados em 11 de abril de 2016. Por fim, também é citado o fato de a CBB encaminhar um processo de novas eleições sem reformular todas as suas ações e apresentar um plano estratégico.

Fonte: Globoesporte

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