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Samuel Costa diz que Marcos Rogério perdeu o protagonismo em Rondônia e só tem uma saída: recuar para deputado federal

O advogado (Rede) e pré-candidato ao governo de Rondônia Samuel Costa fez uma análise contundente sobre o cenário político do estado para 2026, apontando um desgaste significativo do senador Marcos Rogério (PL). Para Costa, o parlamentar já não reúne as condições necessárias para vencer nem uma disputa ao governo, nem a tentativa de reeleição ao Senado.

“Pode fazer o que quiser, mas o Marcos Rogério não vence se disputar o governo de Rondônia ou a reeleição ao Senado. A única maneira dele se manter vivo na política é recuar para deputado federal”, afirmou o pré-candidato.

Costa argumenta que o senador perdeu espaço no próprio campo bolsonarista, onde outras lideranças passaram a ocupar maior protagonismo. Ele cita nomes como Marcos Rocha (UB), Silvia Cristina (PP), Fernando Máximo (UB), Bruno Bolsonaro (PL), Hildon Chaves (PSDB), Rodrigo Camargo (Podemos) e Adailton Fúria (PSD) como figuras que “roubaram o estrelismo” de Rogério.

“Ele só faz campanha às vésperas das eleições. Se brincar, nem o senador Jaime Bagatolli (PL) o apoiará em 2026”, completou.

Projeção eleitoral favorece Confúcio Moura e pode abrir caminho à esquerda

Na análise de Costa, a matemática eleitoral também joga contra Marcos Rogério e deve favorecer o campo progressista. Ele lembra que, em 2022, o presidente Lula (PT) recebeu mais de 270 mil votos em Rondônia, número que deve crescer no próximo pleito.

“Tudo indica que Lula ultrapassará 300 mil votos em 2026. Isso assegura a cadeira do senador Confúcio Moura (MDB) e, se o candidato ao governo da esquerda estiver realmente vinculado à imagem do presidente Lula, poderá emplacar o segundo turno”, avaliou.

Além disso, ele aponta que o desempenho da esquerda na eleição majoritária pode impulsionar as chapas proporcionais. Segundo Costa, os votos de legenda podem garantir até cinco vagas na Assembleia Legislativa e uma ou duas vagas na Câmara Federal, caso haja unidade estratégica.

As declarações de Samuel Costa reforçam o debate político no estado e evidenciam que a eleição de 2026 tende a ser marcada por forte disputa, reacomodação de forças e possibilidades reais de avanço para o campo progressista em Rondônia.

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