A novela começou a ganhar novos capítulos quando o senador anunciou que desistiria da candidatura. Em um vídeo gravado ao lado de Marcos Pereira e do presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, Cleitinho afirmou que não tinha condições emocionais de enfrentar a campanha após a morte do irmão mais novo.
Menos de 24 horas depois, porém, voltou atrás e, durante a convenção nacional da sigla, pediu uma nova oportunidade para disputar o governo. “Quem nunca foi e voltou? Quem nunca teve equívoco? Quem nunca errou?”, afirmou ao defender que o partido reconsiderasse sua decisão.
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A mudança de posição provocou forte reação da direção nacional. Marcos Pereira respondeu publicamente que a convenção não decidiria a situação de Minas Gerais e lembrou que o Republicanos aguardava há meses uma definição do senador. Ao justificar a resistência em aceitar um novo recuo, afirmou que seria “irresponsável com Minas” entregar a candidatura a alguém que “ora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra”, acrescentando que, naquele momento, a decisão estava tomada.
Apesar da negativa, a pressão da bancada mineira e de aliados de Cleitinho manteve as negociações abertas. O diretório estadual registrou na Justiça Eleitoral a intenção de lançar chapa própria ao governo, enquanto lideranças do partido passaram a buscar uma saída que permitisse manter o senador na disputa. Nesta sexta, mais cedo, Marcos Pereira também sinalizou uma mudança de tom ao afirmar que Cleitinho “parece decidido” a disputar a eleição, indicando que o caso seria reavaliado pela direção nacional.
Com a confirmação da candidatura, o Republicanos encerra um impasse que se arrastava havia semanas e passa a concentrar esforços na montagem da chapa e da estratégia eleitoral em Minas Gerais. A decisão também preserva o nome que lidera as pesquisas de intenção de voto e evita que a legenda precise recorrer a um plano alternativo para a disputa pelo Palácio Tiradentes.




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