PoliciaRondônia

Justiça decreta prisão de quatro acusados de matar jovens em área de conflito agrário

Julgamento foi suspenso após advogados abandonarem a sessão; novo júri ainda será marcado

A Justiça de Rondônia decretou a prisão preventiva de quatro dos cinco acusados pelas mortes de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (14), após os advogados de defesa abandonarem a sessão do Tribunal do Júri, em Ariquemes (RO), provocando a suspensão do julgamento.

As prisões foram solicitadas pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que argumentou que a medida é necessária para garantir a aplicação da lei penal e a instrução criminal enquanto um novo julgamento não é realizado.

Tiveram a prisão decretada Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza, Jonas Augusto dos Santos Silva e Sérgio Sussumi Suganuma, que também deverão arcar com os custos e despesas decorrentes do cancelamento da sessão.

O julgamento começou 10 anos após os crimes, ocorridos entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016. A nova data para a sessão ainda será definida pela Justiça.

O quinto acusado, Paulo Iwakami, não participou do julgamento por questões de saúde. O processo dele foi desmembrado e será analisado separadamente. A Justiça determinou que ele passe por avaliação médica e, por enquanto, não decretou sua prisão.

Relembre o caso

O crime aconteceu em janeiro de 2016, na zona rural de Cujubim, durante um período de conflito agrário na região.

Segundo a investigação da Polícia Civil, um grupo de homens armados fazia a segurança de uma fazenda após uma reintegração de posse. Cinco jovens foram até a propriedade para buscar pertences e acabaram sendo abordados pelo grupo.

De acordo com a polícia, três conseguiram fugir, enquanto Ruan e Alysson foram alcançados. O corpo de Alysson foi encontrado carbonizado dentro de um carro incendiado. Já Ruan nunca foi localizado.

As investigações apontaram o envolvimento de cinco pessoas no caso, entre elas policiais militares e o proprietário da fazenda. Na época, a polícia também apreendeu um arsenal de armas na propriedade e identificou a participação de integrantes do grupo de segurança em um confronto com a própria Polícia Militar.

Esta não é a primeira tentativa de julgamento. Em 2017, uma sessão foi suspensa após a ausência de um advogado de defesa. Meses depois, os acusados chegaram a ser julgados, mas a decisão acabou anulada.

Fonte: Portal SGC

Comentários no Facebook

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo