Abel diz que vitória sobre a LDU poderia ter sido mais elástica: “Podia ter saído outros três gols”

Técnico do Flamengo lembra chances criadas e analisa evolução do jogo coletivo do Flamengo: "Eles compraram a ideia". Vitória por 3 a 1 deixa Rubro-Negro na liderança do grupo D

Foto: Cahê Mota
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O técnico destacou algumas atuações, mas disse que viu evolução coletiva na equipe, na segunda vitória em dois jogos na Libertadores da América. E encheu de elogios Éverton Ribeiro.

– Tem que dar moral a ele (Éverton Ribeiro). Seria injusto se não desse, mas outros também merecem. O mantive na partida por justiça, pelo que fez lá em Oruro. Tem uma jogada clara e forte com ele, Arão e Pará – disse o treinador.




Defesa de Diego Alves

– Tínhamos a bola e surgiu o pênalti. Se eles fazem o gol, o jogo é outro. Assim como seria outro jogo se tivéssemos aproveitado mais chances que criamos no primeiro tempo. Estamos trabalhando onde esse time pode chegar. Não estava na época do problema (do Diego Alves), mas não queria perder um grande jogador que tinha em mãos. O mais legal foi a forma que o grupo o recebeu. Estava tendo uma chance. Não importa se o que ele fez era certo ou errado. Importa a forma como o grupo o aceitou. Diego Alves foi fantástico. Aquele momento do jogo complicaria, sem dúvidas. Ele é um exímio pegador de pênaltis. Eu liguei para ele (no fim do ano) e o legal foi a rapaziada que o aceitou.

Maracanã cheio

– Não estamos vivendo do passado, mas o passado nos faz aprender. Foram 60 mil pessoas no estádio e isso dá uma ansiedade. Não demos chance. Rodamos a bola e quando eles facilitavam na marcação espetávamos.




Desempenho

– Estou contente com a vitória, com o resultado, mas ainda acho que estamos perdendo gol demais. Foram quatro chances claras e eles tiveram o pênalti. Se eles fazem o gol, o jogo muda. Eles mudaram a forma de jogar. Futebol às vezes tu paga, a bola às vezes pune.

Esquema ofensivo

– Eles (atacantes) têm essa liberdade. Em alguns momentos, o Ribeiro vai sair do lado direito e ir por dentro. O Diego vai para direita… Todos eles têm um lado de preferência. É óbvio. Esse aqui (Ribeiro) foi bicampeão brasileiro jogando onde joga hoje. O Diego está chegando bem na área, o Ribeiro está pisando na área, fez gol. Eles todos têm liberdade.

– A única obrigação é pressionar quando perdem a bola. E na recomposição eu não tenho preocupação de que quem estiver pelo meio vai fechar o setor, quem estiver na direita… Mas temos que nos mexer para jogar. Contra o Flamengo a marcação sempre vai vir muito forte.

Chances perdidas

– Vou ver com calma ainda. Amanhã a gente chama um ou outro na sala, conversa e mostra. A gente divide todas as responsabilidades lá dentro. Agora deixa eles curtirem um pouco.

Fonte: G1 – Cahê Mota — Rio de Janeiro

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