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Adolescente de 13 anos é queimado com ferro de marcar gado no Acre

Menino sofreu uma queimadura no pescoço em uma propriedade rural de Sena Madureira, no interior do Acre. A Polícia Civil investiga a participação de um adulto e de outro adolescente. Segundo o delegado responsável, o episódio pode ter começado como uma brincadeira

Um adolescente de 13 anos teve o pescoço queimado com um ferro utilizado para marcar gado em uma propriedade rural de Sena Madureira, no interior do Acre. O caso aconteceu no dia 24 de outubro e está sendo investigado pela Polícia Civil como lesão corporal.

A mãe da vítima procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Segundo as investigações, dois suspeitos podem ter participado da agressão: um adulto que trabalha na propriedade e outro adolescente.

De acordo com relatos apresentados às autoridades, o menino estava no local acompanhando atividades de manejo do gado. Quando se preparava para voltar para casa, teria sido imobilizado pelo pescoço enquanto um dos envolvidos utilizava o ferro aquecido para marcar sua pele.

Uma terceira pessoa teria presenciado o episódio, mas não participado diretamente da agressão.

O adolescente sofreu uma queimadura no pescoço e recebeu atendimento médico no Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.

Polícia investiga se agressão começou como brincadeira

O delegado Odilon Neto, responsável pela investigação, afirmou ao g1 que os depoimentos colhidos até agora indicam que o episódio pode ter começado como uma brincadeira.

“Pelas oitivas, aparenta que tudo começou com uma brincadeira, mas o fato acabou acontecendo. Um dos envolvidos confirma os fatos, já o outro nega”, declarou.

Apesar dessa hipótese, a polícia ainda trabalha para esclarecer as circunstâncias da agressão e a responsabilidade de cada envolvido.

Segundo o delegado, o adulto investigado trabalha na propriedade rural, enquanto os dois adolescentes apenas o acompanhavam. Nenhum dos três morava no local.

O adolescente ferido e os suspeitos já foram ouvidos durante a investigação.

Ninguém foi preso

Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso. Segundo o delegado, isso ocorreu porque a denúncia foi registrada depois do episódio, quando já não havia situação de flagrante.

“Ninguém foi preso pois o crime não foi caso de flagrante, e além do mais, a investigação ainda está em andamento”, explicou Odilon Neto.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o ocorrido. As autoridades também aguardam os resultados dos exames periciais para avaliar a gravidade da lesão e esclarecer as circunstâncias da queimadura.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Fonte: Notícias ao Minuto

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