China garante que continuará a apoiar Cuba após pedir fim do bloqueio
Pequim afirmou que continuará apoiando Cuba independentemente das mudanças no cenário internacional e voltou a defender o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. A declaração ocorre após o vice-presidente chinês, Han Zheng, discursar na Assembleia Geral da ONU.

A China afirmou que continuará apoiando Cuba “independentemente das mudanças que ocorram no cenário internacional”, reforçando a aliança entre os dois países e a oposição de Pequim às sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que, ao longo dos 66 anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, a amizade entre China e Cuba “tem sido transmitida de geração em geração”.
“Independentemente das mudanças que ocorram no cenário internacional, a China continuará, como sempre, a apoiar firmemente Cuba na exploração de um caminho de desenvolvimento socialista adequado às suas condições nacionais”, afirmou.
Guo acrescentou que Pequim também seguirá apoiando Cuba na defesa de sua soberania nacional e se posicionando contra interferências externas.
A declaração acontece após o vice-presidente chinês, Han Zheng, participar do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no sábado, dia 26 de setembro. Durante o discurso, Han defendeu uma visão de segurança baseada na cooperação e criticou o que chamou de “confronto entre blocos” e “mentalidade de Guerra Fria”.
O representante chinês também defendeu que conflitos internacionais sejam resolvidos por meio do diálogo e da cooperação e reiterou a posição de Pequim contrária ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
A questão do embargo norte-americano à ilha voltou a ser discutida formalmente na Assembleia Geral da ONU durante a atual sessão.
Cuba enfrenta grave crise energética
A manifestação chinesa ocorre em um momento de forte pressão econômica sobre Cuba, que enfrenta há anos dificuldades no abastecimento de energia, combustível e outros produtos essenciais.
O governo cubano atribui parte significativa dessas dificuldades às sanções impostas por Washington, enquanto críticos do regime também apontam problemas estruturais da economia, baixa produtividade e falta de investimentos como fatores importantes para a crise.
A China tem condenado repetidamente as sanções dos Estados Unidos contra Cuba e classificado a política norte-americana em relação à ilha como uma forma de coerção econômica.
Pequim também afirma que se opõe a sanções unilaterais e a interferências nos assuntos internos de outros países, além de defender que Cuba tenha liberdade para escolher seu próprio modelo político e econômico.
Fonte: Notícias ao Minuto



Comentários no Facebook