Uma creche privada admitiu, nesta quarta-feira (25), em audiência no Wolverhampton Crown Court, a responsabilidade pela morte de Noah Sibanda, um bebê de 14 meses que foi sufocado durante o período de descanso, em Dudley, na Inglaterra, devido a práticas perigosas adotadas por funcionários.
A admissão ocorreu no contexto de um processo que também investiga responsabilidades individuais de funcionários envolvidos no caso.
Registros de câmeras de segurança mostraram a conduta da funcionária responsável pelo cuidado da criança. As imagens indicaram que o menino foi colocado de bruços sobre uma superfície macia, com a cabeça coberta, e mantido imobilizado enquanto resistia ao sono.
A profissional já havia reconhecido anteriormente culpa por homicídio por negligência grave. Já a diretora do estabelecimento respondeu judicialmente por falhas nos protocolos sob sua gestão, alegando não ter conhecimento direto das ações da equipe no momento.
O atendimento médico foi acionado após a equipe perceber, algum tempo depois, que a criança não apresentava sinais vitais. Ele foi levado a um hospital da região, no qual a morte foi confirmada.
Em manifestação pública, a mãe comentou a perda do filho ao abordar a ausência dele em momentos familiares. Ao mencionar o aniversário recente da filha, afirmou que o menino não chegou a completar a mesma idade e destacou a convivência que os dois poderiam ter tido. “Minha filha fez dois anos e ele nunca chegou a essa idade. Eles teriam sido uma dupla incrível”, relatou Masi Sibanda.
Ela também descreveu características da criança, ressaltando seu comportamento tranquilo e afetuoso no cotidiano familiar. “Ele era muito calmo, relaxado e fácil de cuidar. Tornou tudo mais leve para mim como mãe de primeira viagem”, afirmou Sibanda.
A acusação destacou a gravidade do caso ao apontar falhas estruturais e riscos evidentes nas práticas adotadas. Segundo o promotor responsável, a situação expõe um cenário de negligência grave no ambiente de cuidado infantil. “Ele deveria estar seguro sob a responsabilidade de profissionais. A morte ocorreu por práticas perigosas de sono, que representavam um risco claro”, declarou Alex Johnson.
Ainda de acordo com a promotoria, a instituição reconheceu falhas sistêmicas que contribuíram para o desfecho fatal, enquanto os envolvidos diretos também assumiram responsabilidade por suas ações.
Após o ocorrido, o estabelecimento encerrou as atividades e permanece fechado. A sentença dos envolvidos está prevista para abril.
Fonte: Último segundo




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