Empresária é confundida e agredida por homem que a chamou de ‘travesti’

Vítima entrou em luta corporal com o agressor

© Reprodução / Facebook
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Uma empresária amazonense foi agredida na última sexta-feira (12) por um homem, na saída de uma festa. Segundo relatos, a confusão iniciou quando o rapaz teria assediado uma amiga da vítima. Sandy Salum, de 36 anos, foi agredida e chamada de travesti e “escória da humanidade”. Ela entrou em luta corporal com o agressor.

“Esse indivíduo passou e puxou o cabelo dela. Ela disse ‘ai, me deixa’. Eu disse, ‘ei, deixa ela’. Só que, pelo fato de eu ter a voz grossa, ele já falou ‘o que que é, sua travesti? sua escória da humanidade, puta’. Ele veio pra cima e me empurrou. Ele saiu correndo a ladeira e entrou no taxi. Eu fui atrás dele, entrei no taxi e falei ‘agora tu me chama de travesti de novo. Você vai aprender a me respeitar”, relatou Sandy em entrevista ao G1.

Um vídeo da briga circula nas redes sociais e mostra o momento em que o homem sai do carro e agride Sandy.




“É inadmissível. Só me ajudaram depois, porque baixou o sangue e eu comecei a chorar. Ele me chamou de escória da humanidade, de puta. Eu sou mulher, eu sou mãe de dois filhos adolescentes. Eu mereço respeito. Ele não tinha direito de tocar em mim. Foi quando os homens realmente ficaram indginados e saíram empurrando ele”, contou a vítima.

A empresária e ex-rainha de bateria de uma renomada escola no Amazonas registrou um Boletim de Ocorrência contra o agressor e realizou exame de corpo e delito. O caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“A gente não pode deixar essas atitudes impunes. Nós temos que denunciar e continuar, porque, independente de qualquer coisa, se for parente de político, se for uma pessoa poderosa, se você for gay, trans, mulher, negra, lésbica, não importa. Você é ser humano e você tem os seus direitos como cidadão de bem. E eu vou lutar. Eu sou mae, eu sou mulher, eu sou negra, eu sofri preconceito desde criança e nem por isso eu vou me fazer de vítima. Eu vou atrás dos meus direitos na Justiça”.

A reportagem não conseguiu contato com o suspeito.

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