Foragido de assalto ao Banco Central de Fortaleza é preso no DF

Adelino Angelim de Sousa Neto, 36, foi encontrado na casa onde residia com a mulher e uma filha no Paranoá

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A Polícia Militar prendeu no Distrito Federal um suspeito de fazer parte da quadrilha que assaltou o Banco Central de Fortaleza, em 2005.

Adelino Angelim de Sousa Neto, 36, foi preso na noite desta segunda-feira (13), na casa onde residia com a mulher e uma filha no Paranoá. A reportagem procurou, mas não localizou a defesa do suspeito.

Ele foi surpreendido pelos policiais no momento em que saia de casa de bicicleta. Segundo a PM, Adelino não resistiu à prisão e sabia da existência do mandado de prisão contra si.




A PM informou que Adelino foi localizado após uma denúncia anônima encaminhada às forças de segurança de Brasília. Na casa do suspeito, a polícia apreendeu uma pistola 380 com 12 munições intactas.

Ele foi levado para o 6º DP (Paranoá). Assim que passar por audiência de custódia na Justiça, deverá cumprir a pena no Complexo Penitenciário da Papuda, também no Distrito Federal. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto expedido em julho de 2017 pela 12º Vara Federal de Fortaleza.

O criminoso foi condenado há 18 anos de prisão e multado em R$ 3 milhões. Segundo as investigações da Polícia Federal, o suspeito, que era conhecido no mundo do crime como “Amarelo”, participou diretamente do furto ao Banco Central.

De acordo com a PF, Adelino ajudou o grupo criminoso a lavar o dinheiro levado da instituição financeira. Ele já havia sido preso em setembro de 2006, mas, dois meses depois, foi posto em liberdade.

FURTO AO BC

O furto à sede do BC em Fortaleza ocorreu entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005 e é considerado o maior registrado a um banco na história recente do Brasil. Foram levados, ao todo, R$ 164,8 milhões em cédulas de R$ 50 que somavam aproximadamente 3,5 toneladas.




Os ladrões surpreenderam a polícia por sua engenhosidade. Eles invadiram a caixa-forte do banco por meio de um túnel cavado a partir de uma casa da região. O imóvel foi reformado e as escavações ocorriam sob a fachada de uma empresa de gramas sintéticas, o que justificava a saída de terra.

O túnel usado tinha cerca de 80 metros de extensão e era revestido de madeira e lona plástica. Ele contava ainda com sistemas de iluminação elétrica e ventilação. Quando atingiram a caixa-forte, os ladrões ainda perfuraram o piso de 1,1 metro de espessura.

A ação cinematográfica do bando foi parar nos cinemas em 2011. O filme “Assalto ao Banco Central”, que contou os bastidores da ação criminosa, foi dirigido por Marcos Paulo (1951-2012). Com informações da Folhapress.

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