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Irã ataca navios no Estreito de Ormuz após novos bombardeios dos EUA

Foto: Reprodução/X

O Irã atacou um navio-tanque no estratégico Estreito de Ormuz nesta terça-feira (21/7). A gravidade do impacto forçou a tripulação a abandonar a embarcação às pressas. A ação foi em retaoiação aos EUA, que, nessa segunda-feira (20/7), auniciaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, marcando o décimo dia consecutivo de ofensivas militares no conflito entre os dois países.

As ações ofensivas iranianas ocorrem a despeito das crescentes pressões militares ocidentais na área. Mesmo após a décima noite consecutiva de bombardeios coordenados por forças dos Estados Unidos contra posições estratégicas, Teerã mantém uma postura intransigente e retém o controle operacional do Estreito de Ormuz, rota indispensável para o fluxo e abastecimento global de petróleo e gás natural.

O tom do governo iraniano subiu de intensidade, com o presidente do país declarando publicamente que a nação retornou a um estado de “guerra em grande escala”.

Contudo, apesar da retórica inflamada de confronto e das ações militares no mar, analistas observam que o regime iraniano ainda busca manter abertos canais paralelos de negociação para mitigar o escalamento definitivo das hostilidades.

Demonstrando esse duplo movimento diplomático, o ministro do Interior do Irã desembarcou no Paquistão no mesmo dia da ofensiva naval.

A visita ao país vizinho — historicamente visto como um mediador de peso na geopolítica do Oriente Médio — sinaliza que, por trás da escalada militar em Ormuz e no Mar Vermelho, ainda ocorrem articulações de bastidor para conter o alastramento irrestrito da crise internacional.

Bloqueio houthi

Simultaneamente, os rebeldes Houthis do Iêmen, grupo aliado de Teerã, anunciaram a imposição de um bloqueio marítimo imediato contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, reeditando um confronto direto entre os dois lados após anos de relativa trégua.

O bloqueio decretado pelos Houthis visa interromper a navegação comercial saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem vital localizada na extremidade sul do Mar Vermelho por onde trafega cerca de 12% do comércio mundial.

Em comunicado oficial, porta-vozes do grupo rebelde justificaram a decisão como uma resposta proporcional ao cerco econômico e logístico que a Arábia Saudita impõe ao território iemenita há mais de uma década.

A reação de Riade foi imediata diante do aumento das hostilidades na região. O governo da Arábia Saudita declarou formalmente que não tolerará ameaças às suas rotas marítimas e que adotará “todas as medidas necessárias” para defender e garantir a integridade de suas embarcações comerciais, amparado pelas normas do direito internacional e do livre tráfego de navegação.

Fonte: Metropoles

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