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Motorista perde R$ 16,8 mil após cair em falsa vaga de emprego anunciada no Facebook

Um motorista de caminhão, de 56 anos, perdeu R$ 16.809 após ser vítima de um golpe envolvendo uma falsa oferta de emprego, em Campo Grande (MS). Segundo o relato registrado pela Polícia Civil, o homem passou cerca de 4h35 em uma videochamada com um suspeito, que teria utilizado informações pessoais e imagens fornecidas durante a ligação para contratar um empréstimo em nome da vítima.

O motorista contou à polícia que encontrou a suposta oportunidade de trabalho no dia 3 de agosto, por meio de um anúncio publicado no Facebook. A publicação informava que uma transportadora buscava caminhões para ampliar a frota. Interessado na proposta, ele acessou o link disponibilizado no anúncio e iniciou uma conversa pelo WhatsApp com um homem que se apresentou como Gabriel.

Nos contatos realizados nos dias 3 e 4 de agosto, o suspeito teria informado que o motorista receberia R$ 800 por dia pelos fretes feitos com o próprio caminhão para a empresa.

A comunicação entre os dois continuou até segunda-feira (10), quando o motorista participou de uma videochamada que durou aproximadamente quatro horas e meia. Durante a ligação, o suspeito teria passado instruções para concluir a suposta contratação.

Em determinado momento, o homem pediu que a vítima permanecesse com o rosto imóvel diante da câmera, alegando que precisava realizar uma fotografia ou selfie. O suspeito também solicitou que o motorista compartilhasse a tela do celular e confirmasse informações pessoais.

O motorista seguiu as orientações. No dia seguinte, terça-feira (11), descobriu que havia sido contratado um empréstimo de R$ 16,8 mil em seu nome, sem sua autorização.

O caso foi registrado como fraude eletrônica na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro.

Empresa foi procurada

A reportagem procurou a Meta, responsável pelo Facebook e pelo WhatsApp, por meio da assessoria de imprensa para questionar sobre o caso. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia se manifestado.

Fonte: G1 Mato Grosso do Sul

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