
Dizem que o fruto não cai longe da árvore, mas o vereador Lucas Follador parece ter ignorado as lições de republicanismo do pai, Adelino, para se matricular na escola do pragmatismo selvagem. Em Ariquemes, o comentário é um só: Follador descobriu que a política, antes de ser um serviço, pode ser um excelente ativo financeiro e de influência.
A Liquidação da Sigla
O partido Novo — que de “novo” preserva apenas o verniz para atrair incautos — parece ter sido colocado em uma vitrine de luxo. O comprador? O PL.
Sob as bênçãos de Follador, a sigla está sendo entregue de bandeja para fortalecer a bancada liberal na Assembleia Legislativa. É uma jogada de mestre, mas de uma ética questionável:
O Plano dos Tubarões: No apagar das luzes, a estratégia é inundar o quociente eleitoral com “feras” do voto, trucidando as chances de qualquer candidato genuinamente novato que acreditou no discurso de renovação.
O Alvo: Candidatos de 15 mil votos, antes esperançosos, agora servem apenas como “escada” para o projeto de poder alheio.
O Preço da Bênção
A articulação não é gratuita. O olhar de Follador brilha com a possibilidade de uma futura gestão de Marcos Rogério. No tabuleiro de Lucas, o sacrifício dos correligionários de hoje é o passaporte para uma secretaria estadual amanhã. Ele não busca votos; busca cargos.
O Teatro de Brasília
Na última semana, o vereador encenou um verdadeiro “espetáculo de comprometimento” em Brasília. Postou fotos sorridentes ao lado de Marcel van Hattem e Eduardo Ribeiro, pregando o crescimento da sigla. Para quem vê de fora, parece entusiasmo; para quem conhece os bastidores, soou como a última demão de tinta em um produto que acaba de ser vendido.
A pergunta que fica no ar é: Enquanto Follador sorri para as câmeras no Distrito Federal, quem em Rondônia terá coragem de avisar aos “novatos” que eles já foram negociados antes mesmo da largada?
Fonte: Assessoria




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