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Pentágono dos EUA vai usar Grok (de Elon Musk) em sistemas classificados

Ao contrário da Anthropic, a xAI de Elon Musk não teria colocado entraves ao uso do Grok pelo Pentágono. O Departamento de Defesa dos EUA poderá chegar a acordos semelhantes com a OpenAI (ChatGPT) e a Google (Gemini)

AxAI e o Pentágono teriam chegado a acordo para implementar o modelo de Inteligência Artificial desenvolvido pela empresa de Elon Musk, o Grok, nos seus sistemas classificados.

A informação foi revelada no site Axios, que destaca que este acordo com a xAI surge após uma disputa entre o Pentágono e a Anthropic a respeito dos limites colocados pela empresa ao modelo Claude em áreas como a vigilância em massa e desenvolvimentos de armamento autônomo.

A exigência colocada pelo Pentágono para que o modelo Claude pudesse ser usado para “todos os fins lícitos” foi recusada pela Anthropic, o que teria agora levado a este acordo com a xAI de Musk.

A xAI não teria colocado os mesmos entraves do que a Anthropic mas, dado que o Grok não é considerado tão avançado quanto o Claude, diz a publicação que a adoção deste modelo da xAI poderá revelar-se mais desafiante. Sabe-se, no entanto, que o Pentágono pretende chegar a acordos semelhantes com a OpenAI (ChatGPT) e a Google (Gemini).

UE investiga imagens sexualizadas do Grok

A rede social X, de Elon Musk, enfrenta uma investigação da União Europeia sobre privacidade após o seu ‘chatbot’ Grok AI ter começado a divulgar imagens ‘deepfake’ não consentidas, anunciou hoje o regulador de privacidade de dados da Irlanda.

A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda disse ter notificado a X na segunda-feira de que estava abrindo o inquérito pelos regulamentos de privacidade de dados da União Europeia (UE), aumentando críticas que o X enfrenta na Europa e em outras partes do mundo devido ao comportamento do Grok.

O Grok provocou uma reação global no mês passado após começar a atender pedidos de usuários do X para despir pessoas com as suas capacidades de geração e edição de imagens de Inteligência Artificial (IA), incluindo colocar mulheres em biquínis transparentes ou roupas reveladoras. Investigadores afirmaram que algumas imagens pareciam incluir crianças.

A empresa introduziu posteriormente algumas restrições ao Grok, embora as autoridades europeias não tenham ficado satisfeitas.

A entidade reguladora irlandesa afirmou que a sua investigação se centra na aparente criação e publicação no X de imagens íntimas ou sexualizadas “potencialmente prejudiciais” não consentidas, contendo ou envolvendo dados pessoais de europeus, incluindo crianças.

O X não respondeu a um pedido de comentário.

O Grok foi criado pela empresa de inteligência artificial xAI, de Elon Musk, e está disponível através do X, onde as suas respostas às solicitações dos usuários são visíveis publicamente.

O órgão regulador afirmou que a investigação procurará determinar se o X cumpriu as regras de privacidade de dados da UE, conhecido como GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados, na sigla inglesa).

De acordo com as regras, o regulador irlandês assume a liderança na aplicação das regras de privacidade do bloco, uma vez que a sede europeia do X se encontra em Dublin. As violações podem resultar em multas pesadas.

O regulador “tem estado em contato” com a X desde que começaram a circular notícias na imprensa, nas semanas anteriores, sobre “a suposta capacidade dos usuários solicitar à conta @Grok no X que gerasse imagens sexualizadas de pessoas reais, incluindo crianças”, afirmou o vice-comissário Graham Doyle num comunicado à imprensa.

O governo espanhol ordenou que os promotores investiguem o X, a Meta e o TikTok por supostos crimes relacionados com a criação e proliferação de material de abuso sexual infantil gerado por IA nas suas plataformas.

“Essas plataformas estão atacando a saúde mental, a dignidade e os direitos de nossos filhos e filhas”, escreveu o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez no X.

A Espanha anunciou no início deste mês que estava a preparar uma proibição do acesso a plataformas de redes sociais a menores de 16 anos.

Representantes do X, Meta e TikTok não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a investigação espanhola.

No início deste mês, os procuradores franceses entraram nos escritórios do X em Paris e intimaram Musk para ser interrogado. Entretanto, os reguladores de privacidade de dados e mídia no Reino Unido, que deixou a UE, abriram as suas próprias investigações sobre aquela rede social.

O X já enfrenta uma investigação separada da UE em Bruxelas sobre se tem cumprido o regulamento digital do bloco para proteger os utilizadores das redes sociais, que exige que as plataformas coíbam a disseminação de conteúdo ilegal, como material de abuso sexual infantil.

Fonte: Notícias ao Minuto

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