
Uma funcionária de 22 anos é investigada pela suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil do caixa de um supermercado em Aparecida de Goiânia. De acordo com o delegado Henrique Berocan, responsável pelo caso, a jovem trabalhava na empresa havia mais de três anos e recebia aproximadamente R$ 3 mil por mês, mas apresentava um padrão de gastos considerado incompatível com a renda.
Entre os bens adquiridos durante o período investigado está um carro zero-quilômetro comprado para o namorado, que utilizaria o veículo para trabalhar. A polícia também apura outras movimentações financeiras e estima que o valor total supostamente desviado possa alcançar R$ 1 milhão.
A suspeita chegou a ser presa na segunda-feira (10), mas foi liberada após passar por audiência de custódia. O nome dela e o do supermercado não foram divulgados pelas autoridades.
Segundo o delegado, a investigação também pode alcançar o namorado caso seja comprovado que ele tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro utilizado na compra do veículo. Nessa situação, ele poderá responder por crimes relacionados à receptação ou lavagem de dinheiro.
A defesa da investigada contestou as acusações e afirmou que as informações divulgadas sobre o caso não correspondem aos fatos. Os advogados disseram ainda que todas as acusações serão questionadas pelos meios legais.
Conta bancária chamou atenção
Durante a investigação, a mulher teria mostrado a uma colega de trabalho uma conta bancária com aproximadamente R$ 60 mil. O valor chamou atenção dos investigadores por ser considerado incompatível com o salário declarado de R$ 3 mil.
Diante das suspeitas, a polícia solicitou a quebra do sigilo bancário da investigada. A medida deve permitir o rastreamento dos depósitos e ajudar a identificar a origem dos recursos movimentados por ela.
Funcionários já desconfiavam
Conversas obtidas pela polícia também indicam que funcionários de uma casa lotérica frequentada pela investigada já demonstravam desconfiança sobre a rotina financeira dela.
Segundo os relatos, a mulher comparecia ao estabelecimento diariamente para realizar depósitos em sua própria conta. As mensagens passaram a integrar o conjunto de informações analisadas pela investigação, que tenta esclarecer como os valores teriam sido obtidos e qual seria a dimensão do suposto esquema.
Fonte: G1 Goiás


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