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Samuel Costa critica concessão da Caerd, apresenta plano de governo e questiona contrato bilionário para o saneamento em Rondônia

O pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Samuel Costa, participou de uma entrevista de aproximadamente uma hora ao programa Repórter do Povo, da Rádio Rio Madeira FM 105,9 FM, apresentado pelo jornalista Edmilson Silveira.

Ao longo da conversa, o advogado, jornalista e cientista político apresentou sua trajetória pessoal, detalhou propostas para um eventual governo e fez críticas à condução da administração pública estadual, com destaque para o processo de concessão dos serviços de saneamento básico da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).

Samuel afirmou que Rondônia precisa de um novo modelo de gestão pública baseado em planejamento, eficiência administrativa e investimento em ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico.

“Rondônia não pode continuar administrada no improviso. Precisamos de um governo que planeje o futuro, invista nas pessoas e utilize os recursos públicos com responsabilidade e transparência”, declarou.

Críticas à concessão da Caerd

Um dos principais temas da entrevista foi o processo de concessão dos serviços de água e esgoto em 40 municípios rondonienses.

Samuel criticou o modelo adotado pelo Governo do Estado e afirmou que a operação poderá gerar um elevado impacto financeiro para os cofres públicos ao longo dos próximos anos.

Segundo o pré-candidato, enquanto a iniciativa privada ficará responsável pela operação dos serviços e pelos investimentos previstos no contrato, o Estado assumiu o passivo financeiro da Caerd, transferindo para o orçamento estadual o custo das dívidas acumuladas pela companhia.

Ele também questionou o valor estimado da concessão, que alcança aproximadamente R$ 8,5 bilhões em investimentos previstos ao longo de 35 anos, defendendo maior transparência sobre a composição financeira do contrato e os mecanismos de fiscalização da execução.

“Não sou contra a participação da iniciativa privada quando ela atende ao interesse público. O problema é quando o Estado assume os prejuízos e a população permanece pagando a conta”, afirmou.

Estado assumiu passivos da companhia

Durante a entrevista, Samuel lembrou que o Governo de Rondônia decidiu assumir o passivo financeiro da Caerd como parte da modelagem da concessão dos serviços de saneamento.

A medida teve como objetivo sanear financeiramente a empresa antes da transferência da operação à iniciativa privada. Antes disso, o Executivo estadual já havia realizado aportes financeiros para renegociação de obrigações da estatal, incluindo recursos destinados ao pagamento de débitos tributários e acordos administrativos.

Especialistas e órgãos de controle vêm apontando que a absorção dessas obrigações poderá representar impacto relevante sobre as finanças estaduais, uma vez que os compromissos passam a ser suportados pelo Tesouro Estadual enquanto a execução dos serviços será realizada pela concessionária.

Propostas para saúde, educação e inovação

Além das críticas ao processo de concessão, Samuel apresentou propostas para diversas áreas.

Na saúde, defendeu a descentralização dos serviços especializados, fortalecimento dos hospitais regionais, ampliação da rede de atendimento e valorização dos profissionais.

Na educação, propôs investimentos em escolas de tempo integral, climatização das unidades de ensino, qualificação dos professores e ampliação do acesso ao ensino superior por meio de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com universidades públicas e institutos federais.

Também destacou a necessidade de transformar Rondônia em um polo de tecnologia e inovação.

“Não podemos depender exclusivamente do agronegócio. Precisamos industrializar Rondônia, investir em pesquisa científica e agregar valor à nossa produção para gerar empregos qualificados.”

Gestão baseada em resultados

Samuel afirmou que pretende implementar um modelo de gestão baseado em indicadores de desempenho, planejamento estratégico e avaliação permanente das políticas públicas.

Segundo ele, o objetivo é reduzir desperdícios, aumentar a eficiência da máquina pública e ampliar a capacidade de investimento do Estado.

“O dinheiro público precisa voltar em forma de serviços de qualidade. A população quer resultados, não discursos.”

Transparência como prioridade

Ao encerrar a entrevista, o pré-candidato defendeu maior transparência na administração estadual e afirmou que contratos de grande impacto financeiro devem ser amplamente debatidos com a sociedade.

Para Samuel, a população precisa acompanhar de forma permanente a execução das políticas públicas e a aplicação dos recursos estaduais, especialmente em áreas estratégicas como saneamento, infraestrutura, saúde e educação.

“O Estado existe para servir as pessoas. Toda decisão que envolve bilhões de reais precisa ser transparente, fiscalizada e voltada exclusivamente ao interesse público.”

Fonte: Assessoria

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