
Augusto Cury, ex-candidato à Presidência pelo Avante, anunciou nesta quinta-feira (8) o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. A decisão foi tomada após uma conversa por vídeo-chamada entre os dois, na manhã do mesmo dia, que durou mais de uma hora.
O apoio não é incondicional. Cury exigiu que Flávio assumisse publicamente um conjunto de compromissos, formalizados em uma carta intitulada Termo de Compromisso Público com o Brasil. No texto, Flávio se compromete com as medidas sem troca de cargos ou vantagens pessoais.
O documento lista oito pontos centrais:
- Fim da reeleição presidencial, por meio de reforma constitucional, com o argumento de combater personalismo, populismo e o uso da máquina pública para permanência no poder.
- Expansão da educação em tempo integral, com reformulação curricular (oratória, gestão financeira, empreendedorismo), valorização dos professores e ampliação do ensino técnico e profissionalizante no ensino médio.
- Criação de uma grande rede pública de telemedicina integrada ao SUS, com uso de inteligência artificial, para reduzir o tempo de espera por especialistas.
- Prioridade nacional ao combate à violência contra as mulheres, com tecnologias de prevenção e resposta rápida, incluindo aplicativo com botão de pânico, além de reforço a delegacias especializadas e acolhimento.
- Apoio ao ato cooperativo, às cooperativas e à verticalização agroindustrial.
- Financiamento de milhões de microempreendimentos, com participação do BNDES e de outras instituições, e criação de escolas de empreendedorismo em comunidades e escolas públicas.
- Meta de dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos, com investimentos em ciência, tecnologia, irrigação sustentável, bioinsumos, crédito rural e infraestrutura, conciliando produtividade e responsabilidade ambiental.
- Compromisso de pacificação nacional e de governar para brasileiros de diferentes posições ideológicas, sem vingança ou perseguição política.
Na carta, Flávio afirma que a confiança de Cury não é um “cheque em branco” e que o apoio estará sujeito a cobrança, crítica e prestação de contas. O texto também registra a oposição de Cury à reeleição e a preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. A assinatura consta como Brasil, 8 de outubro de 2026, às 12h30.
Fonte: Diário do Poder




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