
Um tornado atingiu a área rural de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, na quinta-feira (6) e destruiu completamente a casa de um pecuarista. O fenômeno foi confirmado pela Climatempo Meteorologia com base em informações da Defesa Civil do estado.
O proprietário da residência, Leonardo Hepp Ferreira, que também é diretor de Agricultura da prefeitura, estava fora da propriedade quando o temporal atingiu a região. Durante a tarde, enquanto trabalhava na cidade, ele começou a receber mensagens de pessoas que presenciaram a passagem do tornado na localidade de Vila Matarazzo, onde fica o imóvel.
Quando retornou para casa, após a melhora das condições climáticas, encontrou a propriedade destruída.
“Cenário de guerra, desmanchou tudo. Não tem mais nada”, relatou Ferreira.
Registros feitos por pessoas que passavam pela estrada durante o temporal mostram a área onde ficava a residência. Segundo o morador, a construção foi completamente destruída pela força dos ventos.
“Era uma casa, agora não tem mais nada”, lamentou.
Segundo tornado em duas semanas
O fenômeno registrado em Pedro Osório é o segundo tornado confirmado no Rio Grande do Sul em menos de duas semanas.
No dia 28 de julho, um tornado atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, na região Noroeste do estado. Na ocasião, quatro pessoas ficaram feridas, segundo a Defesa Civil Regional.
Na quinta-feira (6), além de Pedro Osório, outras cidades gaúchas registraram danos provocados pelas condições severas do tempo. Ao todo, oito municípios relataram ocorrências.
A formação do tornado ocorreu em meio à atuação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano. Segundo a Defesa Civil, a linha de instabilidade já se afastava do estado, mas ainda provocava ventos persistentes.
Por que o RS registra tornados?
O Rio Grande do Sul faz parte de uma área conhecida como corredor de tornados da América do Sul, uma das regiões com condições atmosféricas favoráveis à formação desse tipo de fenômeno.
Um dos fatores que contribuem para a ocorrência é o encontro entre massas de ar com características diferentes, como o ar quente e úmido vindo da Amazônia e o ar frio que avança pelo sul do continente.
Quando há mudanças na direção e na velocidade dos ventos conforme a altitude, a tempestade pode adquirir movimento de rotação. Em determinadas condições, esse processo favorece a formação de uma coluna de ar giratória que se estende da base da nuvem até o solo.
Fonte: G1



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