Bombeiro Militar que saiu de Vilhena intubado viu sete pacientes de RO morrerem ao seu lado, venceu a Covid e voltou para casa

Iranildo Dias de Andrade foi um dos dois pacientes que sobreviveram à intubação

Foto: Divulgação
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Em Vilhena desde a madrugada de domingo, 21, após uma viagem de mais de 20 horas, vindo de Goiânia, onde passou 9 dias intubado no Hospital do Servidor Público, o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Rondônia, Iranildo Dias de Andrade concedeu entrevista exclusiva ao FOLHA DO SUL ON LINE, e fez revelações surpreendentes.

O militar de 47 anos saiu de Vilhena intubado e em UTI aérea. Seu quadro clínico ainda era considerado grave quando ele desembarcou na capital goiana e foi diretamente para a UTI, onde são acolhidos pacientes de várias regiões nos 130 leitos para infectados pela Covid-19.

Iranildo conta que, após “sair do tubo”, viu sete rondonienses que estavam ao seu lado perderem a vida lutando contra a doença. “Dos nove pacientes de Rondônia que foram levados para lá, apenas eu e mais um outro sobrevivemos à intubação”, conta, ainda se recuperando em Vilhena.

O Bombeiro disse que, mesmo inconsciente durante a intubação, conseguia ouvir sons e enxergar “figuras geométricas meio confusas”. O vilhenense, que também já atuou em Chupinguaia, revela que, ao ser despertado, passou a se lembrar de uma música que era tocada na UTI e do barulho da máquina de hemodiálise usada em alguns pacientes.

Sobre o “despertar”, Iranildo disse que a equipe do hospital, composta por fisioterapeutas, fonoaudiólogos e médicos intensivistas, entre outros profissionais, faz perguntas ao paciente, para verificar seu estado de consciência. “Querem saber a nossa idade, onde moramos, em que trabalhamos e outras coisas”, revela.

Fazendo fisioterapia em Vilhena, o tenente-coronel diz que, tão logo esteja apto a trabalhar, reassumirá suas funções no Corpo de Bombeiros de Porto Velho, onde é lotado.


Fonte: Folha do Sul

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