Covid-19 mata mais de 12,3 mil pessoas em apenas sete dias

Nas últimas 24 horas, foram 2.216 óbitos para o novo coronavírus, de acordo com os dados levantados pelo Conass. Foi o terceiro dia seguido em que o número de vidas perdidas para a doença ultrapassou dois milhares. Rio e São Paulo adotam mais medidas restritivas

(crédito: Michael Dantas/AFP)
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O Brasil registrou, pelo terceiro dia seguido, mais de duas mil mortes decorrentes da covid-19 — entre quinta e sexta-feira, foram 2.216 vidas perdidas para a doença, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde e reproduzidos pelo Ministério da Saúde. Se somado mais este número de óbitos nas últimas 24 horas, o país viveu a mais letal semana da pandemia do novo coronavírus: entre os dias 6 e 12 de março, são 12.335 pessoas que não resistiram à força do agente infeccioso. Até então, a pior semana da crise sanitária tinha sido entre os dias 27 de fevereiro e 5 de março deste ano, quando registraram-se 9.935 mortes.

No acumulado, 275.105 brasileiros perderam a vida para o novo coronavírus e 11.363.380 tiveram o diagnóstico confirmado para a covid-19, superando a Índia. De acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), a média móvel de casos — que leva em consideração números dos últimos sete dias — ultrapassa 70.500 mil, e a de óbitos encontra-se em 1.762, amaior do mundo. Em relação à infecção, foram 85.663 novos afetados nas últimas 24 horas.

De acordo com boletim elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e divulgado ontem, o Brasil responde por 9,5% dos casos registrados no mundo, e 10,3% dos óbitos globais. O levantamento indica que o resultado seria o mesmo, ainda que os brasileiros correspondam “a menos de 3% da população mundial”.

Pesquisadores também observam que o Brasil jamais, ao longo de um ano, alcançou uma redução significativa na curva de transmissão da covid-19. Segundo os dados coletados pela Fiocruz, há uma progressão clara de novos casos e óbitos a cada dia, o que empurra os sistemas de saúde — públicos e particulares — dos estados e municípios em direção ao colapso.

O boletim informou, ainda, que, no último período analisado pela fundação, apenas o Pará reduziu a ocupação de leitos de UTI. “Somente o Pará apresentou melhora para a saída da zona de alerta crítico e retorno à zona de alerta intermediário. Dezessete estados e o Distrito Federal mantiveram taxas iguais ou superiores a 80%, e mais dois estados somaram-se a eles, resultando em um total de 20 unidades federativas na zona de alerta crítico, das quais 13 com taxas superiores a 90%. Seis estados que se mantiveram na zona de alerta intermediária (entre 60% e abaixo de 80%) apresentaram crescimento do indicador”, apontou o documento.


Fonte: CORREIRO BRASILIENSE

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