Garota inventa ter sido vítima de “bala perdida” e ajuda a polícia a solucionar tentativa de homicídio contra empresário

Morte do dono de açougue foi encomendada por homem que também acabou preso

Uma jovem que foi hospitalizada com um tiro no pé foi à “deixa” para o Setor de Investigações da Delegacia de Homicídios de Vilhena esclarecer a tentativa ocorrida contra o proprietário da casa de carne Boi na Brasa, localizada na Avenida Melvin Jones, ocorrida na manhã do dia 15 de dezembro de 2020, em Vilhena (LEMBRE AQUI).

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Segundo as investigações, quase que simultaneamente ao atentado, uma jovem deu entrada no Hospital Regional com um ferimento a bala em um dos pés e relatou para a Polícia Militar, que estava passando na frente do referido açougue quando foi atingida por uma bala perdida.

Porém, em analise das imagens das câmeras de segurança, além de ser comprovado que os disparos ocorreram todos de fora para dentro, sem que a vítima revidasse na direção contrária, no exato momento dos tiros, que atingiram o empresário antes que ele se trancasse na câmara fria, não passava ninguém na rua.

Diante disso, os investigadores foram a afundo e descobriram que uma jovem de fato havia sido ferida naquele dia com um tiro acidental, porém, desferido pelo namorado, e em casa.

Como o projétil que atingiu o pé da jovem era do mesmo calibre dos desferidos contra o empresário A. T, mais conhecido como “Neném Babão”, os policiais levantaram a identidade do namorado dela e chegaram à conclusão de que o jovem, L. S. P., que chegou a ter sua imagem divulgada na imprensa como foragido, cometeu o crime a mando de uma terceira pessoa, identificada C. E. da C. C., vulgo “Baleia Rosa”, velho conhecido da polícia.

Diante dos fatos, L. foi preso pouco tempo depois da divulgação de sua imagem, no município de Cerejeiras. “Baleia Rosa”, que relatou ter encomendado o crime por desavenças passadas, também foi  preso (CONFIRA AQUI).

O empresário “Neném Babão”, é o mesmo que se foi indiciado dois meses antes do crime, por tentativa de homicídio, ao ter “exagerado” na legítima defesa, descarregando uma arma de fogo contra um sujeito conhecido como “Padeiro”, que o ameaçou com uma faca em um bar, no ano de 2006 (LEMBRE AQUI).


Fonte: Folha do Sul

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