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Monark é condenado a pagar R$ 100 mil por fala sobre partido nazista

Justiça de São Paulo determinou pagamento por danos morais coletivos após declaração feita pelo influenciador no Flow Podcast, em 2022. Defesa afirma que Monark não apoiou o nazismo e informou que recorrerá da sentença.

O influenciador Bruno Aiub, conhecido como Monark, foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos devido a declarações feitas em 2022, quando defendeu que um partido nazista pudesse ser reconhecido legalmente no Brasil. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

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A sentença foi proferida pela juíza Adriana Cardoso dos Reis, da 37ª Vara Cível Central de São Paulo, em uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. O órgão havia pedido uma indenização de R$ 4 milhões.

O valor de R$ 100 mil deverá ser destinado integralmente ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), além da incidência de correção monetária e juros.

O que Monark disse sobre a criação de um partido nazista?

A declaração que deu origem ao processo ocorreu durante uma edição do Flow Podcast, em fevereiro de 2022, que tinha como convidados os então deputados federais Kim Kataguiri e Tabata Amaral.

Durante a conversa sobre liberdade de expressão, Monark afirmou: “Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei”.

A fala provocou forte repercussão na época. Posteriormente, o influenciador publicou um pedido de desculpas e o episódio deixou de ficar disponível publicamente.

O que a Justiça disse sobre as declarações de Monark?

Na sentença, a magistrada afirmou que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e considerou que manifestações antissemitas ou relacionadas a ideologias baseadas na perseguição e no extermínio de grupos não estão protegidas como simples opiniões políticas.

Segundo a juíza, o nazismo não pode ser tratado apenas como uma corrente política inserida no debate democrático devido ao histórico de segregação, perseguição e extermínio de judeus e de outras minorias.

O que diz a defesa de Monark?

A defesa do influenciador informou que pretende recorrer e contesta a interpretação dada às declarações.

Os advogados sustentam que Monark defendia uma concepção ampla de liberdade de expressão e de associação e que isso não significava apoio à ideologia nazista. A defesa também questionou aspectos processuais da ação e afirmou que a sentença não analisou adequadamente os argumentos apresentados pelo influenciador.

Antes da ação judicial, houve ainda uma tentativa de acordo com o Ministério Público. Entre as medidas discutidas estavam visitas a locais ligados à memória do Holocausto e a produção de conteúdo educativo sobre o tema, mas o acordo não foi concluído.

Fonte: Notícias ao Minuto

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