Duas manifestações de apoiadores do governo acontecem na Esplanada neste sábado

Bolsonaro também prometeu comparecer às duas manifestações e convocou apoiadores, em várias ocasiões, para participar

(crédito: Sergio Lima/AFP)
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Apoiadores do governo organizam para hoje duas manifestações na Esplanada dos Ministérios. A primeira, às 9h, com concentração em frente ao Museu Nacional, é a Marcha da Família Cristã pela Liberdade, com possibilidade de acampamento no local. Os atos devem ocorrer em outras 100 cidades em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro. A data do evento foi escolhida por coincidir com o Dia Internacional da Família. Entre as principais pautas estão a aprovação do voto impresso nas eleições de 2022 — um dos focos do presidente Jair Bolsonaro —; a defesa do direito constitucional à liberdade de culto e à inviolabilidade dos templos, por conta de medidas restritivas; o direito ao trabalho; a reivindicação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar eventuais desvio de verbas por governadores e protesto contra o projeto que pretende legalizar a maconha.

O coordenador da Marcha pela Família, Wellington Macedo, saiu em defesa de Bolsonaro. “Não há dúvida de armação política de um grupo que não está satisfeito com sua gestão. São as mesmas pessoas que estão tentando impedir que ele governe, que apoiaram que o STF (Supremo Tribunal Federal) pudesse intervir na covid, dando poder aos estados, e que querem condená-lo na CPI (do Senado)”, criticou. “É também um sinal verde para que o presidente faça aquilo que ele sabe que pode fazer, dentro da lei, contra o lockdown”, completou, citando o decreto que o chefe do Executivo ameaça baixar para evitar medidas restritivas por parte dos entes federativos.

Caravanas com produtores vindos de Mato Grosso do Sul, Pará e São Paulo, além de caminhoneiros, sairão, às 11h, do Recanto das Emas, onde estão alojados, dando início, às 13h30, ao segundo ato do dia na Esplanada. A manifestação reunirá produtores e entidades agrícolas, organizada pelo Movimento Brasil Verde e Amarelo, grupo formado por produtores rurais e entidades ligadas ao agronegócio, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra) e a Associação dos Cafeicultores do Brasil (Sincal). A Marcha pela Família se somará ao ato.

Jeferson da Rocha, um dos coordenadores nacionais do movimento, argumentou que o agro foi prejudicado com as medidas restritivas adotadas pelos estados. De acordo com ele, o ato defende uma pauta nacional pela liberdade do povo brasileiro, o fim do lockdown e o voto auditável. “Entendemos que o Brasil saltou de 10 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza para 20 milhões em janeiro. Isso foi reflexo das políticas de fechar comércio, impedir as pessoas de trabalhar. O nosso segmento foi atingido, o pequeno e médio produtor, hortifruti e granjeiros”, frisou. “Esses decretos ferem liberdade e garantias dos cidadãos e podem levar o país ao colapso.”

Bolsonaro também prometeu comparecer às duas manifestações e convocou apoiadores, em várias ocasiões, para participar.


Fonte: CORREIO BRASILIENSE

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