
A auxiliar de supermercado Maria Regina Costa, de 61 anos, foi estuprada e morta em um lote baldio localizado a poucos metros de sua casa, em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ela havia saído de um bar quando foi seguida pelo suspeito, identificado como Gilberto Pessoa Limeira.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a reconstruir os momentos que antecederam o crime. De acordo com o delegado André Fernandes, Maria deixou o estabelecimento por volta das 21h de sábado (5), sozinha, para voltar para casa. Pouco depois, Gilberto saiu do mesmo local e seguiu na direção dela.
As imagens mostram o momento em que o homem se aproxima da vítima e a conduz para dentro do terreno. O crime aconteceu durante a madrugada de domingo (6).
Maria Regina foi encontrada já sem vida, seminua e com ferimentos graves no rosto. Conforme a investigação, ela sofreu agressões e violência sexual antes de ser morta.
“Ela estava caída, sem vida, praticamente sem roupas e com o rosto gravemente lesionado. Foi uma cena aterrorizante”, afirmou o delegado responsável pelo caso.
A Polícia Civil informou que o suspeito foi preso em flagrante por feminicídio e estupro.
Suspeito tentou se passar pelo irmão
Depois do crime, Gilberto deixou o terreno. Uma força-tarefa formada pelas polícias Civil e Militar analisou imagens de câmeras de segurança até conseguir identificar o suspeito.
Ele foi encontrado em uma distribuidora da cidade, onde consumia bebida alcoólica. Durante a abordagem, segundo a polícia, tentou se identificar como o próprio irmão, mas acabou reconhecido pelos agentes.
Os investigadores também encontraram arranhões e outras lesões no corpo do suspeito. Para a polícia, os ferimentos podem ter sido provocados pela vítima enquanto ela tentava se defender.
O irmão de Gilberto também prestou depoimento e relatou que o suspeito chegou em casa assustado após o crime e teria dito que havia feito uma “besteira”.
Condenação anterior por feminicídio
Após a prisão, os investigadores descobriram que Gilberto já havia sido condenado por feminicídio no estado do Pará. Segundo a Polícia Civil, ele estava morando em Nerópolis havia alguns meses e trabalhava como servente de pedreiro.
Maria Regina, segundo o delegado, era conhecida pelos moradores como uma mulher trabalhadora, comunicativa e de boa convivência. Ela morava com o filho.
O crime causou comoção entre moradores da cidade.
“Ela lutou muito pela vida. Ele está todo lesionado, ferido, arranhado. São cenas muito impactantes”, afirmou André Fernandes.
A defesa de Gilberto Pessoa Limeira não foi localizada para comentar o caso.
Fonte: G1 Goiás




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